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Atividade física e imunidade estão relacionadas?

Exercício e sistema imunológico: saiba qual é a relação!

De fato, seus treinos trazem muitos benefícios: eles aliviam o estresse, melhoram a saúde do seu coração e o ajudam a ficar mais forte. Mas e o exercício e seu sistema imunológico? 

Será que seus treinos ajudam seu sistema imunológico ou eles podem enfraquecê-lo?

É uma pergunta que as pessoas estão fazendo cada vez mais à medida que o novo coronavírus se espalha. 

A esperança de um “reforço imunológico” é compreensível, porque estes são tempos que exigem cuidados.

Portanto, aqui está o que você precisa saber sobre exercício e seu sistema imunológico – especialmente na época do novo coronavírus.

Como exatamente o exercício afeta seu sistema imunológico?

O exercício afeta seu sistema imunológico.

Eis o que está acontecendo: Quando você se envolve em qualquer tipo de atividade física que eleva seu ritmo cardíaco por um período de tempo.

Por exemplo, um treino de 1 hora na academia é interpretado pelo seu corpo como um tipo de stress fisiológico. 

Como resultado, seu corpo lança certos tipos de glóbulos brancos (os soldados da imunidade) como neutrófilos e linfócitos (particularmente células T e células NK) no seu sangue.

Assim, qualquer patógeno é mais facilmente detectado e destruído durante este processo. 

Logo após seu treino, estas células imunes começam a diminuir em sua corrente sanguínea e até descem para níveis inferiores ao de repouso. 

Mas, essas células são despachadas para outros locais do corpo onde continuam a realizar um processo chamado vigilância imunológica que coloca seu corpo em um estado de alerta caso algum microrganismo apareça.

Ou seja, essas células vão para outros tecidos do corpo, como os pulmões, pele, intestinos ou superfícies mucosas, onde uma infecção pode tentar se instalar.

Todo este “turbo” dura cerca de três horas após um exercício moderado ou intenso.

Mas, se você continuar a se exercitar regularmente, você continuará a ter esses efeitos após cada sessão.

Contudo, parece que os benefícios não são temporários…

Afinal, pesquisas têm mostrado que as pessoas que fazem exercício regularmente tendem a adoecer com menos frequência. 

De acordo com um estudo de 2010 com mais de 1.000 adultos publicado no British Journal of Sports Medicine, pessoas que se exercitavam por pelo menos 20 minutos por dia, cinco ou mais dias por semana, tiveram 43% menos dias com sintomas de gripe do que aquelas que eram sedentárias. 

Além disso, quando adoeciam, seus sintomas tendiam a ser menos graves. 

Quanto mais exercício melhor para o sistema imunológico?

Se uma quantidade moderada de exercício pode estimular seu sistema imunológico, o exercício mais longo ou mais vigoroso terá um efeito maior? 

Ou será que ele pode enfraquecer seu sistema imunológico?

Essa é uma questão que tem sido debatida calorosamente pela ciência.

Nesse sentido, ainda não há um consenso sobre a resposta. 

De fato, alguns atletas de elite, como maratonistas, tendem a ter infecções respiratórias superiores após as competições. 

O motivo mais provável de doença após uma competição intensa como maratonas – seja para atletas de elite ou praticantes de esportes recreativos – não se trata apenas do exercício. 

Provavelmente também tem a ver com o meio ambiente. 

Afinal, pense em uma maratona: são pessoas ombro a ombro, muito próximas uma das outras.

Assim, o corredor está exposto a milhares de pessoas lá e fica bem suscetível à exposição a vírus e bactérias. 

Isso pode ocorrer diretamente através de gotículas nasais que entram em seu nariz ou boca, como através da tosse ou espirro de outra pessoa, ou tocando uma superfície que uma pessoa doente tenha tocado e depois tocando sua própria boca, nariz ou olhos.

Esses eventos de participação em massa podem obviamente ser um pesadelo para a propagação do vírus – razão pela qual corridas como a Maratona São Silvestre foram canceladas devido ao contexto do COVID.

Quais são os outros fatores além do exercício que interferem na imunidade?

Você costuma dormir mal e ter muito estresse no dia a dia? 

Para muitos de nós, esses pontos são, infelizmente, muito familiares durante este tempo de medo do coronavírus, pois muitos de nós estamos estressados sobre nosso trabalho, nossa família, nossa segurança e com a situação atual.

Isso significa que, mesmo sem levar em conta nossos hábitos de exercício, nossos sistemas imunológicos podem já não estar funcionando tão bem quanto deveriam. 

De acordo com um estudo de 2016 com mais de 22.000 adultos publicado na JAMA Internal Medicine, as pessoas que relataram ter dificuldades para dormir tinham 29% mais probabilidade de desenvolver uma infecção do que aquelas que não tinham problemas de sonolência – e os que tinham sono curto também tinham mais probabilidade de adoecer do que aqueles que dormiam entre sete e oito horas por noite. 

Quanto ao estresse mental, uma meta-análise de 27 estudos publicados na revista Psychosomatic Medicine concluiu que o estresse psicológico pode torná-lo mais suscetível ao desenvolvimento de gripes.

Por isso, continue a fazer do movimento uma parte regular de seu dia. 

A OMS recomenda pelo menos 150 minutos de intensidade moderada ou 75 minutos de atividade física vigorosa a cada semana, de preferência de forma espaçada ao longo da semana para que seu corpo se recupere bem.

Embora exercícios regulares, sono adequado e reduzir o estresse sejam certamente úteis para o funcionamento adequado do sistema imunológico, eles não devem ser os principais fatores de prevenção do COVID-19.

Especialmente por ser um novo patógeno, reduzir a exposição a ele é fundamental para se manter seguro.

Isso significa ficar longe do maior número possível de pessoas, seguir as recomendações de distanciamento social e lavar suas mãos regularmente – essas estratégias de prevenção devem ser seu foco principal.

Conclusão

Portanto, considere seus treinos como fator de reforço à sua imunidade.

De fato, o exercício regular e isso, durante um longo período, beneficiará a sua função imunológica no geral.

Contudo, quando você está doente, mesmo que não saiba ao certo se você tem COVID-19, você não deve praticar exercícios até se recuperar de forma plena. 

Exercitar-se com doenças sistêmicas, causadoras de febre nunca é uma boa ideia.

Afinal, além de propagar a doença, você pode aumentar a inflamação do organismo e piorar seu estado de saúde.

Nesse caso, muito descanso (e hidratação!) é a melhor estratégia.

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